segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Aleitamento materno ajuda na redução da mortalidade infantil

O aleitamento materno exclusivo pode reduzir em até 13% o número de mortes de crianças com menos de 1 ano de vida. A amamentação na primeira hora após o parto pode também evitar cerca de sete mil mortes de recém-nascidos. As afirmações são da coordenadora da área de Saúde da Criança da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Maria do Socorro Marques Luz. Ela afirma que Estado e municípios já desenvolvem ações conjuntas, principalmente na Atenção Básica, como a implantação da Rede Amamenta, que trabalha para conscientizar as mães sobre a importância da amamentação.

"A Rede Amamenta reúne vários municípios. É um trabalho que envolve Ministério, Sesau e gestores para conscientizar sobre a importância do leite materno para a criança", ressaltou Maria do Socorro.

“O leite materno é um alimento completo e ideal para saciar a fome e a sede do bebê. Durante os seis primeiros meses de vida, o bebê não necessita de nenhum outro alimento além do leite materno para suprir suas necessidades nutricionais”, completou, ressaltando que a chegada do verão não deve modificar em nada os hábitos em torno do aleitamento materno.

A técnica faz um alerta em relação à amamentação e à estação mais quente do ano. Segundo Socorro Marques, é importante que o processo de amamentação não sofra interrupções durante o verão. A amamentação tem que ter continuidade. “Mesmo as mães que estão em férias ou viajando devem prosseguir com o aleitamento”.

A coordenadora da área de Saúde da Criança afirmou ainda que o leite materno é rico em gordura, proteína, carboidratos, minerais, vitaminas, enzimas e imunoglobulinas que protegem a crianças contra várias doenças. “O leite materno é um alimento especialmente produzido pela natureza para atender todas as necessidades da criança. Desde o nascimento ao crescimento e desenvolvimento global”, ressaltou.

Instituições como a Organização Mundial de Saúde, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida. “Somente a partir do sexto mês é que deverá ser iniciada a introdução de outros alimentos. O ideal é que a amamentação fosse prolongada até os dois anos de idade. O leite materno é um alimento tão perfeito que suas características ajustam-se ao longo do tempo para corresponder às necessidades da criança”, orientou Socorro Marques.

Pesquisas mostram que o leite materno durante o segundo ano de vida é muito similar ao leite do primeiro ano. No segundo ano de vida, 500 mililitros de leite materno proporcionam à criança 95% do total de vitamina C necessária; 45% do total de vitamina A necessária; 38% do total de proteínas necessárias e 31% do total de calorias necessárias.

De acordo com Maria do Socorro Marques, o processo de amamentação não é um ato isolado da mãe e do bebê. Para que a amamentação ocorra de forma satisfatória para mãe e filho, é necessário que a mãe receba apoio do companheiro, dos seus pais e dos demais familiares. “Estudos apontam que boa parte das mulheres abandona o aleitamento materno exclusivo por falta de apoio do companheiro e pela pressão exercida pelos avós do bebê quanto à introdução de água, chás e outras fórmulas ou mitos que ainda persistem culturalmente”.

O ato de amamentar, conforme Socorro Marques, garante benefícios físicos e psicológicos à mãe e ao bebê. A mãe que amamenta consegue diminuir sua própria ansiedade em relação aos cuidados com o bebê; reduz o peso adquirido na gravidez com mais facilidade; o útero volta ao tamanho normal mais rapidamente; a perda de sangue causada pelo parto cessa mais facilmente e ainda se protege contra os cânceres de mama e de colo uterino. Em relação à criança, o bebê amamentado por seis meses ou mais tem menos risco de desenvolver doenças alérgicas.

A coordenadora lembrou ainda que a amamentação é um processo higiênico com baixo risco de contaminação. “Os bebês nunca são alérgicos ao leite da sua própria mãe”, salientou, acrescentando que a amamentação é o primeiro passo importante, depois do nascimento, rumo ao desenvolvimento da criança. Por isso, o gesto de amamentar merece toda atenção da mãe.

por Agência Alagoas

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